Notícias

Amatra1 promove Ciclo de Debates sobre o novo CPC

A Amatra1 promoveu, nesta quinta-feira (17), um ciclo de debates sobre a aplicabilidade do novo CPC no processo de trabalho. O evento contou com a presença dos juízes Cláudia Pisco, Fábio Gomes e Eduardo Adamovich que debateram os respectivos temas: “Aspectos do novo CPC na fase da execução”, “Supletividade, subsidiariedade, compatibilidade e conseqüências” e “Tutelas de emergência no novo CPC e o processo do trabalho”.

Abrindo os trabalhos, a presidente da Associação, Cléa Couto, ressaltou a importância do evento diante da vigência do novo CPC.

A presidente da Amatra1, Cléa Couto, abre o evento 

 

Em sua fala, o juiz Eduardo Adamovich destacou a necessidade de se pensar o contexto constitucional em que se aplicará o novo código e suas garantias. “O melhor posicionamento, a meu ver, é tentar construir um espaço interpretativo dentro do novo CPC”. Para Adamovich, um dos pontos mais produtivos do código é a tutela de urgência. “O caminho traçado na tutela de urgência é o de selecionar o que a doutrina havia construído, sedimentado com as melhores ideias, e transformar em lei”, disse.

No entanto, o juiz defende que o processo eletrônico merece maior reflexão pelo novo CPC, pois ele muda a lógica do processo quando bem aplicado. “O código não contempla isso. É uma discussão que precisa ser aprofundada”, finalizou.

Já a juíza Cláudia Pisco, fez uma análise ponto a ponto da aplicabilidade dos artigos relacionados à execução - em especial a de sentença -, incluindo os da Instrução Normativa 39 do TST. Pisco destacou a necessidade de se interpretar o novo CPC à luz das normas basilares contidas na CLT, aproveitando ao máximo a aplicabilidade das novas regras.

Encerrando o debate, o juiz Fábio Gomes chamou atenção para a confusão criada pela interpretação do artigo 15 do novo CPC, conjugado com o que já constava na CLT. Segundo o juiz, são diversos e conflitantes os enunciados que costumam sustentar a incompatibilidade do novo código. A proposta de Gomes é utilizar a escola do pragmatismo jurídico para superar este impasse. “Na escola do pragmatismo jurídico, deve-se analisar o contexto da decisão e, a partir disso, tentar antecipar as conseqüências que irão acarretar no sistema processual”, afirmou o magistrado, lembrando ainda que a ideia não é nova, estando na origem da Justiça do Trabalho  e nas elucubrações de Oliveira Vianna, influenciado pelo pragmatismo pelo pragmatismo norte-americano.

Ao final do evento, os associados puderam tirar suas dúvidas junto aos palestrantes. 

 

Da esquerda para direita: os juízes Cláudia Pisco, Fábio Gomes e Eduardo Adamovich

 

 

We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.