Notícias

Anamatra - ATS: Anamatra diz que Governo Federal falta com a verdade quando afirma que está negociando com as entidades

 O presidente da Anamatra, Paulo Luiz Schmidt, divulgou nota pública, na qual rebate informações veiculadas na coluna Radar On-line, da Revista Veja.

Segundo informado pela coluna, o ministro Ricardo Berzoini (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que estaria “negociando uma saída com as entidades representantes da categoria” com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/2013, que restabelece a parcela de valorização por tempo de exercício nas carreiras do Ministério Público e da Magistratura.

Sob o título “Uma PEC bombástica”, a coluna afirma também que a proposta vai criar gastos de 3 bilhões de reais ao ano e 30 bilhões de reais, se for retroativo.

Confira abaixo a íntegra da nota: 

Nota Pública

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO – ANAMATRA, diante das informações veiculadas na coluna Radar On-line, da Revista Veja, a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/2013, que restabelece a parcela de valorização por tempo de exercício nas carreiras do Ministério Público e da Magistratura, vem a público afirmar:

1 – A informação atribuida ao ministro Ricardo Berzoini (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, de que o Governo estaria negociando com as entidades é mentirosa. Não está havendo qualquer diálogo do Governo com as entidades da Magistratura, que sempre buscaram esse caminho para encontrar uma forma de estancar o crescente e preocupante cenário de desvalorização da carreira da Magistratura.

2 – Mais uma vez falta com a verdade o Governo Federal ao afirmar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/2013 pode custar 30 bilhões de reais aos cofres públicos. O próprio Ministério da Fazenda, por meio da Nota Técnica 24/2014, afirmou que “não possui quaisquer informações ou dados técnicos que permitam calcular a referida estimativa”. Tais números são irreais, irresponsáveis, revelam má fé ao atribuir efeito retroativo e têm o único objetivo de fazer “terrorismo” com o justo pleito dos magistrados que buscam valorizar a carreira. Infeliz e lamentavelmente, parece ser essa a forma que o Governo encontrou de “dialogar”.

3 – A Anamatra e todo o conjunto da Magistratura vêm, há mais de dez anos, tentando dialogar com as autoridades do Poder Executivo, porém não encontra espaço nem disposição em discutir o assunto. Pelo contrário, vem sendo sempre ignorada pelo Governo, que insiste em fazer oposição injustificada no Congresso Nacional como forma de enfrentar o problema.

4 – Ressalta, por fim, que o respeito entre os Poderes da República é um princípio da Constituição Federal, assim como o trato cordial, transparente e verdadeiro entre aqueles que participam da vida pública em nosso país.

Paulo Luiz Schmidt
Presidente da Anamatra

We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.