Notícias

Anamatra - “Lei trabalhista que piora as condições dos trabalhadores não faz jus ao nome que tem”

A Anamatra reafirmou sua posição contrária ao PLC 30/15(PL 4330/04), que regulamenta a terceirização no País. Ao participar de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, o diretor de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos, Guilherme Feliciano, foi taxativo. "Lei trabalhista que piora as condições dos trabalhadores não faz jus ao nome que tem. A lei trabalhista tem que libertar", disse.

No entendimento da Anamatra, não existem dúvidas de que a terceirização está associada a uma condição de "neoescravidão". Basta ver, segundo o diretor, que entre 2010 e 2013 nos maiores resgates de trabalhadores escravos realizados pelo Governo, 90% eram terceirizados. E mesmo entre os trabalhadores formalizados, ocorreu a redução à condição análoga a de escravo.

Um levantamento mostrado pelo diretor da Anamatra revela que a terceirização é um processo universal, está se expandindo em vários setores da economia e não é prerrogativa de qualquer ramo de atividade econômica. Ele citou importantes setores como mineração, construção civil, produção de suco de laranja, fast food, frigoríficos, fertilizantes, obras públicas, têxtil e moda entre os que mais terceirizam atividades.

Por isso, a Anamatra já apresentou sugestões para que, durante a tramitação do projeto no Senado, sejam levados em conta os seguintes pontos: proibição da terceirização em atividades-fim; estabelecimento da regra de responsabilidade solidária; representação sindical para o sindicato predominante na empresa tomadora de serviços; estabelecimento de isonomia salarial e igualdade de direitos entre trabalhadores terceirizados e contratados diretamente; e abolição de subcontratações, o que permitiria a quarteirização dos contratos de trabalho.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), participou do evento e disse que a regulamentação da terceirização deve alcançar apenas os trabalhadores que já são terceirizados. "Nosso papel aqui será regulamentar a terceirização pra quem já é terceirizado. Não vamos transformar os outros 40 milhões de trabalhadores em terceirizados também, não podemos praticar o 'liberou-geral' para as atividades-fim", afirmou o senador.

We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.