Notícias

Anamatra pede equidade no teletrabalho para assistentes de magistrados

Anamatra pede equidade no teletrabalho para assistentes de magistrados
A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) requereu ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Pedido de Providências com o objetivo de promover equidade na concessão de teletrabalho aos assistentes de juízes de primeiro e segundo graus.

No Pedido  de Providências 0003779-50.2024.2.00.0000, a entidade propôs o ajuste da redação do parágrafo 7º do artigo 12 da Resolução nº 219/2016 do CNJ, recentemente modificada pela Resolução nº 553/2024, para evitar possíveis disparidades no tratamento dos magistrados.

A proposta da Anamatra sugere que assistentes e assessores de primeiro e segundo graus tenham direito ao teletrabalho, desde que autorizado pelo magistrado titular, independentemente das limitações atuais estabelecidas pela Resolução CNJ 227/2016.

A Anamatra argumenta que a atual redação do artigo 12 pode resultar em tratamento diferenciado entre magistrados de diferentes instâncias quanto à concessão de teletrabalho para seus assistentes. A preocupação da entidade é assegurar que todos os magistrados de primeiro e segundo graus tenham condições iguais de oferecer o teletrabalho aos auxiliares. 

A revisão proposta pela Anamatra quer alinhar o direito dos assistentes e assessores com os princípios de igualdade e eficiência administrativa. A iniciativa busca eliminar  ambiguidades na interpretação da lei, de modo a garantir que todos os profissionais envolvidos na prestação jurisdicional tenham condições adequadas para o exercício de suas funções, presencialmente ou remotamente.

Posições semelhantes

A AMATRA1 e a Anamatra têm atuado na defesa dos direitos dos magistrados de primeiro e segundo graus, com foco na igualdade de condições no exercício das funções. A AMATRA1 já se manifestou contra as condições de trabalho no TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) impostas aos magistrados.

Em janeiro, cerca de 200 participantes, em um ato simbólico durante o Fórum de Gestão Virtual do TRT-1, fecharam suas câmeras em protesto contra as condições enfrentadas pelos juízes do primeiro grau. 

A presidenta da AMATRA1, Daniela Muller, enfatizou a necessidade urgente de melhorias. Ela citou um número adequado de magistrados e servidores, melhores instalações e recursos tecnológicos, além de respeito e consideração às dificuldades enfrentadas.

A discussão sobre as condições de trabalho e o direito ao teletrabalho são exemplos do compromisso contínuo da AMATRA1 e da Anamatra em dotar o país de um Judiciário trabalhista mais funcional.

Com informações da Anamatra - Foto de capa: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Leia mais: Fiscalização resgata 24 pessoas em condições análogas à escravidão

Prêmio Anamatra de Direitos Humanos divulga cronograma

Diretora da AMATRA1 critica PEC que legaliza trabalho de adolescentes
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.