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TRT-1 usa a arte para dar visibilidade a mulheres trans

TRT-1 usa a arte para dar visibilidade a mulheres trans
Carolina Trevizani, Isabela Francisco e Ronaldo Callado

Exposição reúne obras sobre rotina de encarceradas e integra ações institucionais ligadas à busca de equidade

Idealizada pela artista Isabela Francisco, com obras produzidas a partir de vivências no presídio Evaristo de Moraes, a exposição “Presenças Invisíveis – Mulheres Trans” foi inaugurada, nesta quarta-feira (25), no Centro Cultural TRT-1. Com visitação gratuita até 22 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, a mostra apresenta dez lençóis transformados em telas para a expressão artística de mulheres trans privadas de liberdade. A juíza Carolina Trevizani representou a AMATRA1 no evento. 

Além de pinturas, a iniciativa traz objetos e um vídeo com depoimentos, resultado de um projeto desenvolvido desde 2021 pela artista junto às detentas. Cada obra incorpora elementos visuais e textuais que abordam experiências individuais e coletivas, enquanto os QR codes permitem acessar conteúdos explicativos que contextualizam os trabalhos selecionados.

A exposição reuniu autoridades do Tribunal, como o presidente do TRT-1, Roque Lucarelli, e convidados, como a deputada estadual Dani Balbi. Também estiveram presentes as ex-presidentas da AMATRA1 Daniela Muller e Luciana Neves, as desembargadoras Rosane Catrib e Mônica Puglia, o desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, além da juíza Adriana Freitas. O juiz Ronaldo Callado participou da abertura representando a desembargadora Márcia Regina Leal, coordenadora do Subcomitê Regional de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade.

Em nome do colegiado, o magistrado destacou o papel da mostra ao provocar reflexão institucional e social. Segundo ele, a exposição “nos convida a ver aquilo que tantas vezes é deliberadamente invisibilizado” e se configura como “um chamado à luta pelo reconhecimento e ao compromisso com a dignidade das pessoas trans, especialmente das mais vulnerabilizadas”.

A iniciativa integra ações do Tribunal voltadas à promoção da equidade e ao enfrentamento da discriminação. O projeto mobiliza diferentes linguagens para abordar temas como violência, exclusão e resistência, a partir de experiências vividas por mulheres trans no sistema prisional.

Dados recentes reforçam o contexto abordado na coletânea de obras. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos revela que mais de 5,2 mil denúncias envolvendo pessoas trans foram registradas entre 2023 e janeiro de 2026 no Disque 100, o que corresponde a 22,6% das denúncias relacionadas à população LGBTQIA+ no período. No mercado de trabalho, apenas cerca de 25% das pessoas trans possuem emprego formal no país, evidenciando barreiras estruturais de acesso a direitos básicos.

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