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Bárbara Ferrito comenta importância da diversidade no STF

Bárbara Ferrito comenta importância da diversidade no STF
A juíza do Trabalho e 1ª diretora de Cidadania e Direitos Humanos da AMATRA1, Bárbara Ferrito, deu entrevista à Deutsche Welle Brasil (DW Brasil) sobre a indicação de Cristiano Zanin Martins, advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Supremo Tribunal Federal (STF), confirmada nesta quinta-feira (1º). A matéria “Os riscos para Lula com provável indicação de Zanin ao STF” foi publicada na quarta-feira (31). 

A sabatina do advogado, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, está prevista para ocorrer na semana que vem, de que forma que ele possa assumir logo a vaga deixada pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski, aposentado em maio. Esta é a primeira de duas indicações que Lula deverá fazer em seu mandato, já que a ministra Rosa Weber se aposenta em outubro.

Bárbara Ferrito, autora do livro “Direito e Desigualdade: Uma Análise da Discriminação das Mulheres no Mercado de Trabalho a Partir dos Usos dos Tempos”, disse à DW Brasil que interpreta a escolha de Zanin como o chamado “pacto narcísico da branquitude”, em que homens brancos tendem a continuar ocupando espaços em que são predominantes. 

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Para ela, "o que vemos com a indicação do Zanin é simplesmente a afirmação desse pacto narcísico, em que homens brancos que possuem relações sociais, de trabalho e afetivas com pessoas brancas, chamam essas pessoas e se sentem mais confortáveis com elas para formar as arenas de poder. Romper com isso é fundamental". 

Segundo a juíza, pluralizar a Corte é essencial para que os diversos grupos sejam representados nela. Conforme disse à DW Brasil, “participar dessa arena de poder é ter lá a representação de suas pautas e de suas agendas, mas acima de tudo, de seus olhares, da forma como a sociedade, como aquele grupo social que está ali representado, enxerga a vida pelas experiências pelas quais passaram”.

Foto: Carlos Moura/STF
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