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É preciso aprender formas de prevenir o suicídio, diz psicólogo do TRT-1

É preciso aprender formas de prevenir o suicídio, diz psicólogo do TRT-1
Em meio às ações do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio, o TRT-1 promoveu um debate sobre o tema, nesta sexta-feira (27), no edifício-sede. Acompanhados da assistente social do Tribunal Fernanda Berriel, o psiquiatra Erick Petry e o psicólogo Túlio Coimbra, integrantes do Regional fluminense, afirmaram a importância de suscitar, no ambiente de trabalho, a discussão sobre o suicídio.

“A presença de casos aqui e em outros Tribunais faz com que exista a necessidade de se pensar sobre o problema do suicídio e procurar aprender suas causas, motivações e formas de prevenção. É fundamental promover a discussão sobre o tema e abrir essa questão que ainda é um tabu”, afirmou Túlio.

Para Erick, as conversas servem para alertar e tocar os ouvintes que possam ter algum tipo de propensão suicida. “O suicídio precisa ser mais debatido principalmente porque, muitas vezes, a pessoa que participa consegue associar aspectos da conversa com alguma causa própria ou de terceiros. É muito necessário desestigmatizar esse assunto”, disse.

O psiquiatra destacou, ainda, que o local de trabalho pode influenciar no comportamento das pessoas. Por isso, manter um ambiente laboral saudável é um fator essencial.  “Temos tentado entender o sofrimento do servidor, investigar o sofrimento laboral. O trabalho estrutura a identidade da pessoa e se ela sofre com assédio moral ou excesso de sobrecarga de trabalho, por exemplo, essa identidade começa a ser prejudicada e pensamentos suicidas podem aparecer”, explicou.

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Conversa sem julgamentos e comparações

Segundo o psicólogo Túlio, é necessário estar atento aos sinais de quem precisa de ajuda para prevenir que casos de suicídio ocorram — de acordo com Erick, nove a cada dez ocorrências são evitáveis.

“A dor e a angústia são expressadas de alguma forma. Os comportamentos suicidas de isolamento, evitação, tristeza e desesperança passam mensagens. Como ainda é um tabu, muitas pessoas fecham os olhos e ouvidos e não percebem o que está acontecendo. Mas, de modo geral, é preciso intervir e a melhor forma é conversar sem julgar ou comparar”, afirmou Túlio.

Assim como Túlio e Erick, a assistente social Fernanda reforçou que a escuta sensível com quem está em sofrimento é um forte mecanismo de ajuda. “Não devemos minimizar os fatos e a dor do outro. O ato de ouvir significa escutar com real empatia e interesse, prestar atenção de forma profunda. Esse é um meio importante de fortalecimento de vínculo”, disse.
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