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Eleições do TRT-1: candidatos abordam propostas em debate da AMATRA1

Eleições do TRT-1: candidatos abordam propostas em debate da AMATRA1
Os desembargadores Rosana Salim Villela Travesedo, Jorge Fernando Gonçalves da Fonte e Enoque Ribeiro dos Santos, candidatos à Presidência, à Corregedoria e à EJUD do TRT-1, participaram de um debate promovido pela AMATRA1 aos seus associados, na quinta-feira (29). Às vésperas da eleição, que será nesta quinta-feira (5), de forma virtual, os magistrados expuseram suas propostas e responderam perguntas. O presidente da AMATRA1, Flávio Alves Pereira, mediou o encontro dos candidatos pela plataforma GoToMeeting.

“Os três participantes têm currículos excelentes, e isso é muito importante para a pretensão de administrar um dos maiores tribunais do Trabalho do país. E a presença dos nossos associados no evento contribui para a construção da democracia interna em nosso TRT”, afirmou Flávio. 

Magistrada do Trabalho desde 1988, tendo sido promovida a desembargadora em 2002, Rosana Salim foi vice-presidente do TRT-1 entre 2017 e 2019. Segundo a Rosana, a experiência no cargo contribuiu na percepção de questões que precisam ser modificadas. Sua proposta é de uma “governança participativa”, afirmou.

“Quero que todos os colegas magistrados e os servidores participem da minha administração. Quero ter um canal aberto de comunicação e diálogo social com as instituições, com as associações e com todos os colegas”, disse a presidente da 5ª Turma e integrante da Seção Especializada em Dissídios Coletivos.

Caso seja eleita, uma de suas prioridades será modificar a centralização de poder que há na Presidência. Rosana pretende exercer a atividade com competência, consciência, comprometimento e compaixão. “Esse último, no duplo sentido: sendo compassiva e apaixonada pelo que faço. Cheguei ao Tribunal muito nova, e os mesmos sonhos daquela época ainda embalam o meu imaginário.”

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Candidato a corregedor fala sobre desafios do cargo

Gerir a Corregedoria no cenário da pandemia da Covid-19 é um dos desafios citados por Jorge Fonte durante sua apresentação. Ele chegou à magistratura trabalhista oriundo do Ministério Público do Trabalho (MPT), onde foi aprovado em 1989 e exerceu a chefia da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região (1999 a 2000). A nomeação para o cargo de desembargador do Trabalho aconteceu em maio de 2003 e, desde então, foi presidente da Seção de Dissídios Individuais e da Comissão de Tecnologia da Informação do TRT e atuou como coordenador do Comitê Regional do PJe. Atualmente, é presidente da 3ª Turma e integra a Comissão de Jurisprudência e o Órgão Especial. 

“Considero este um dos mais importantes cargos da administração de qualquer Tribunal, já que cuida da primeira instância, do primeiro acesso do jurisdicionado. A Corregedoria adquire uma grande importância, tendo um quadro de mais de 200 juízes de primeiro grau. Principalmente no momento em que vivemos, de pandemia, precisando encontrar soluções criativas para tocar o Judiciário. Será um grande desafio para mim, não só na função como também trabalhar em um período de extrema gravidade em termos sanitários”, destacou.

Jorge também pretende promover uma gestão democrática e transparente, e manter uma participação efetiva da Corregedoria com todos os órgãos de direção. “Precisamos ter um relacionamento muito estreito e sensível com a Presidência, a Vice-presidência, a Escola Judicial e a Ouvidoria. A Corregedoria está integrada e quero dar continuidade a essa boa relação que necessariamente deve existir ao que diz respeito aos dirigentes de uma Corte.”

Convênios com universidades estão entre as propostas de Enoque Ribeiro

Para o desembargador Enoque Ribeiro, a direção da Escola Judicial é, “antes de um cargo político, um cargo acadêmico”. “A academia está na minha veia. Respiro e amo a academia”, completou. Também oriundo do MPT, foi nomeado desembargador em abril de 2013 e, no momento, atua na 5ª Turma e integra a Seção de Dissídios Coletivos. Mestre (UNESP), Doutor e Livre Docente em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da USP, onde atua como professor, Enoque leciona como convidado em outras instituições, como na Universidade de Lisboa, na FGV-Rio, e no Ibmec-Rio. É autor, co-autor e colaborador de mais de 30 livros e tem mais de 200 artigos jurídicos publicados em revistas especializadas.

O desembargador afirmou que a Escola Judicial nunca foi tão necessária para os magistrados como neste contexto da pandemia do novo coronavírus. “É um momento em que novas ferramentas, plataforma digitais e aperfeiçoamento da informática estão surgindo. Isso demanda do juiz e do desembargador um mergulho intelectual de atualização e aperfeiçoamento dos conhecimentos, para que se consiga produzir a prestação jurisdicional em tempo célere.”

Entre suas possíveis futuras ações, estão a continuidade da revista do Tribunal, com participação dos magistrados, e o contato com universidades privadas e públicas para se estabelecer convênios para diferentes cursos, como os de especialização e mestrados, eventualmente no Brasil e também no exterior. Enoque pretende gerir a EJUD de forma democrática, tentando colocar em prática as sugestões dos colegas.

Eleições serão transmitidas no canal do TRT-1 no YouTube

Digitais por meio da plataforma e-Voto, as eleições da nova administração do TRT-1 no biênio 2021-2023 serão transmitidas a partir das 10h desta quinta-feira (5), pelo canal do TRT-1 no YouTube. Na ocasião, serão eleitos novos desembargadores para os cargos de presidente, vice-presidente, corregedor, vice-corregedor, presidente da Seção Especializada em Dissídios Individuais, diretor da Escola Judicial, ouvidor e ouvidor suplente, e membros para composição do Órgão Especial e das Seções Especializadas (Sedi-1, Sedi-2 e Sedic).

Também serão escolhidos desembargadores para a Comissão de Regimento Interno, o Conselho da Ordem do Mérito Judiciário, a Comissão de Vitaliciamento, a Comissão de Responsabilidade Socioambiental e para a direção do Centro Cultural do TRT-1.
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