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Em pandemia, 200 mil trabalhadores ainda aguardam seguro-desemprego

Em pandemia, 200 mil trabalhadores ainda aguardam seguro-desemprego
Cerca de 200 mil trabalhadores demitidos ainda não conseguiram dar entrada no seguro-desemprego, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, nesta terça-feira (28). Segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, o motivo seria o fechamento das agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que passaram a funcionar apenas de forma remota devido à pandemia do novo coronavírus.

“Temos menos pedidos em 2020 do que em 2019. No entanto, somando com a demanda reprimida, que é aproximadamente de 200 mil, podemos afirmar que teremos no acumulado 150 mil desempregados a mais do que em 2019”, afirmou Bianco, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Em março e na primeira quinzena de abril do ano passado, foram feitos 866.735 pedidos de seguro-desemprego, enquanto, no mesmo período deste ano, o número foi de 804.538. No entanto, com a estimativa da demanda reprimida feita pela equipe econômica do governo, a quantidade de trabalhadores desempregados subiria para mais de um milhão.

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O assessor da Secretaria de Trabalho, Luís Felipe Batista de Oliveira, explicou que o cálculo da demanda reprimida é feito a partir de uma comparação com a média de requerimentos do ano anterior enviados por empresários e os pedidos de seguro-desemprego feitos pelos profissionais.

Até 2019, os índices de desemprego no mercado formal de trabalho eram registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Porém, o governo anunciou em março a suspensão do levantamento, alegando “falta de prestação das informações sobre admissões e demissões por parte das empresas”.

Meios alternativos para solicitar o seguro-desemprego

Durante a pandemia, os trabalhadores devem tentar solicitar o benefício por meio do site do governo federal ou do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode ligar para o número 158, na central Alô Trabalho, ou encaminhar e-mail para as superintendências. O endereço eletrônico, para o Rio de Janeiro, é Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.. Nas outras unidades da Federação, deve-se usar a sigla do estado correspondente  — por exemplo, Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. para Minas Gerais;  Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. para São Paulo, etc.

*Foto: Agência Brasil
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