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Em rádio, Adriana Leandro comenta impacto da pandemia no trabalho infantil

Em rádio, Adriana Leandro comenta impacto da pandemia no trabalho infantil
A 1ª vice-presidente da AMATRA1, Adriana Leandro, falou sobre o agravamento dos casos de trabalho infantil como consequência da pandemia da Covid-19, em entrevista à rádio BandNews FM, na sexta-feira (10). De acordo com a gestora regional de primeiro grau do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT-1, a tendência é que o número de casos seja ainda maior do que o registrado antes da crise sanitária. 

“Há casos de subnotificação, principalmente envolvendo situações de trabalho doméstico que, por acontecer intramuros, é muito mais difícil de ser percebido e, portanto, muito mais fácil de acontecer. Além disso, há subnotificação em virtude do estado pandêmico, pois está relacionado a uma clara recessão econômica que o país tem vivido nos últimos anos. Onde há pobreza, o trabalho infantil é crescente”, afirmou.  

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Adriana Leandro destacou que o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, marcado neste domingo (12), não é motivo para celebração e, sim, para reflexão social sobre a degradação que essa violação de direitos causa a crianças e adolescentes. E registrou a necessidade do esforço conjunto de todas os âmbitos sociais para combater a prática, “especialmente depois da pandemia, em que crianças e adolescentes estão mais expostos ao trabalho irregular, que os levam a sofrer consequências irreversíveis”.

“Os efeitos nefastos do trabalho infantil nas esferas psicológica e física das crianças e dos adolescentes são enormes e complexos. O que temos que pensar é na consciência social, no primeiro momento, e na exigência de adoção de políticas públicas capazes de combater o crime através da melhoria das condições das famílias, pois quando os pais estão trabalhando, o trabalho infantil diminui.”

A magistrada explicou que, de acordo com dados do IBGE, de 2019, 1,8 milhão de brasileiros entre 15 e 17 anos se encontram em situação de trabalho infantil. Mas o número deve ser ainda maior, ressaltou Adriana Leandro, já que não são contabilizadas algumas das piores formas, como tráfico de drogas e a exploração sexual.

Como nos anos anteriores, a AMATRA1 se engajou nas campanhas de combate ao trabalho infantil. Na sexta-feira (10), a associação aderiu ao twittaço promovido pela Justiça do Trabalho e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como forma de alertar o público das redes sociais sobre a questão. E também aderiu à ação “Proteção Social para Acabar com o Trabalho Infantil”, realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho.
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