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Encontro de juízes negros aborda a representatividade racial na magistratura

Encontro de juízes negros aborda a representatividade racial na magistratura
O 3º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros reuniu magistrados para discutir a questão racial no Poder Judiciário, em 24 e 25 de outubro. O evento, realizado na sede do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de Justiça (TJDFT), em Brasília, ofereceu palestras e debates sobre discriminação e representatividade na magistratura. O encontro também celebrou os 50 anos da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao participar da cerimônia de abertura, a secretária-geral da Anamatra, Patrícia Ramos, afirmou ser fundamental a existência de encontros para debater o racismo, ainda presente na sociedade brasileira, e buscar medidas para combatê-lo.

“O preconceito racial permanece, de forma cultural, entranhado em nossas raízes mais profundas, expressando-se, na maioria das vezes, de forma velada, através de um olhar, uma crítica mais contundente, uma resposta atravessada ou simplesmente o total vazio, a indiferença, o descrédito”, disse.

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Segundo a magistrada, iniciativas como o ENAJUN “mudarão, por certo, o rumo da nossa sociedade que ainda será em plena em igualdade de condições e oportunidades”. “É com olhos de esperança no futuro que reputo como precioso este evento. Estamos diante de um fórum de qualificação elevada, com o olhar voltado ao sistema de justiça, na busca de soluções”, afirmou Patrícia Ramos.

A programação do evento contou, entre outras atividades, com as palestras “O que é discriminação?”, apresentada pelo mestre e doutor em Direito por Harvard Adilson José Moreira, e “Tensões entre o Direito à Diferença e o Direito à Igualdade”, ministrada pela sub-procuradora-geral da República, Ela Wieko. Grupos de trabalho também abordaram temas como “A Questão Racial nas Carreiras Jurídicas: ingresso, permanência e desenvolvimento na carreira” e “Representatividade e Sistema de Justiça”.

O ENAJUN é organizado por um grupo de juízes negros, promovido pela Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (AMAGIS DF) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e apoiado por outras associações jurídicas.

*Foto: AMB
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