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Entrega do Prêmio Ana Rita Lugon Ramacciotti será na terça-feira (30)

Entrega do Prêmio Ana Rita Lugon Ramacciotti será na terça-feira (30)
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai entregar, na terça-feira (30), o Prêmio Ana Rita Lugon Ramacciotti a profissionais e instituições que atuam na prevenção e no combate ao câncer. Esta é a primeira edição do prêmio, criado em homenagem à juíza do Trabalho da 1ª Região, que faleceu em 2017, em decorrência de um câncer de mama. Associadas e Associados da AMATRA1 estão convidados para a solenidade, às 18h30, no Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia.

O prêmio foi instituído pela Resolução nº 1.532, de 31 de maio de 2021, por iniciativa do vereador Paulo Pinheiro, presidente da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-estar Social da Câmara Municipal. Em 2015, Paulo Pinheiro conheceu Ana Rita e sua luta, por 16 anos, contra o câncer de mama. A juíza participou ativamente de campanhas de prevenção e conscientização da doença, bem como de iniciativas para aprovação e adoção de novos medicamentos e tratamentos. 

Em 2016, o vereador a homenageou com o conjunto de medalhas do Mérito Pedro Ernesto (imagem de capa), a maior honraria da CMRJ. Naquele mesmo ano, Ana Rita recebeu, do TRT-1, por seu trabalho como magistrada, a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho. 

Ana Rita recebendo a homenagem do vereador Paulo Pinheiro em 2016, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ)

‘Aprendizado diário de superação, vocação, entrega e generosidade’

Por sua força, dedicação ao trabalho e generosidade, a juíza também marcou as pessoas com quem conviveu mais de perto. Para Rosa Maia, diretora das varas em que Ana Rita foi titular, sua história é uma grande lição de vida. “Conviver com ela foi um privilégio, um aprendizado diário de superação, vocação, entrega e generosidade. Foi como beber água num hidratante: força, pressa, constância, beleza e vida”, afirmou. 

‘Ana lidou com a certeza da finitude de forma íntegra e exemplar’

Rosa lembra-se que, mesmo diante do pior diagnóstico, Ana Rita mostrou-se uma magistrada singular. “Ana lidou com a certeza da finitude de forma íntegra e exemplar. A sentença, marcando a partida, estava prolatada pela doença feroz que avançava velozmente. Organizou a vida de quem lhe era mais preciosa, sua filha; dedicou-se ao trabalho com a paixão de sempre, a responsabilidade, o esmero e a entrega que vemos em poucos, até o final, pois era onde se conectava com a sua força e a vontade de viver. Enquanto trabalhava, afirmava esquecer que estava doente”, destacou. 

A servidora também ressaltou o quão sensível e especial era Ana Rita. “Fazia questão de gente, queria todos juntos com suas diferenças. Quanto mais diferente, mais atenção ela dava. Ela tinha uma alegria, um brilho no olhar para o amigo, uma mão generosa estendida ao próximo. Isso tudo em meio a constantes exames, tratamentos, medos e dores. Nesse turbilhão de acontecimentos e sentimentos, Ana seguia com a maior lição que nos deixou: admirar e amar o belo, a arte e o outro.”

‘Nunca perdia o sorriso e o carinho com os funcionários’

As memórias de Alessandro Gomes Cavalcanti, secretário de audiências da 1ª VT de Nilópolis, são muito parecidas: retratam a “pessoa guerreira” e a juíza exemplar, que “prolatava as próprias sentenças em audiência, mesmo que para isso partes e advogados tivessem que esperar um pouquinho”. Alessandro conviveu com Ana Rita por quatro anos e diz sentir saudades dessa “poderosa mulher e amada magistrada” que está “guardada em seu coração”. 

“Ela estimulava acordos e muita conversa entre os partícipes de cada processo. Lembro também como era alegre. Mesmo com a doença, que muitas vezes a incomodava, nunca perdia o sorriso e o carinho com os funcionários. Mas a passagem que mais me marcou foi ela, ainda sob efeito de remédios, após sessão de quimioterapia, presidindo audiência e interrogando testemunhas”, recorda Alessandro. 

A viúva Andrea Cassa e Ana Rita Lugon, em Lumiar, região serrana do Rio

‘Sempre pronta para seu voo mais alto e libertador’

Já para a viúva Andrea Cassa, sua companheira por seis anos, Ana Rita foi seu amor “mais bonito, puro e sensível, a dose mais certa”. Segundo Andrea, “Ana era uma inconstante borboleta, sempre pronta para seu voo mais alto e libertador. E foi... Deixando a todos nós que com ela convivemos uma tarefa: amar todos fraternalmente, ser solidário e lutar, sem trégua e até a vitória final, a dura batalha pela vida! Ana Rita presente, hoje e sempre!”

Fotos: CMRJ/Acervo pessoal. 

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