Notícias

II Fórum Gestão Judiciária - Abertura

A Escola Judicial e a Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região promoveram, na tarde do dia 24 de outubro, a abertura do II Fórum Gestão Judiciária. O evento, que vai até o dia 26 de outubro, é destinado a desembargadores e juízes e tem como tema o Processo Judicial Eletrônico na Justiça do Trabalho.

Abrindo os trabalhos, a presidente do Tribunal, desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, afirmou que a realização do encontro se dá motivado pelo sucesso da primeira edição e pela necessidade de se discutir o PJe-JT, bem como a imediata instalação do sistema na 1ª Região. Em seguida, o diretor da EJ1, desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, salientou que o Fórum aprofunda a ideia do diálogo sobre as novidades tecnológicas que estão chegando e o impacto que provocam na vida de todos. “Temos que ter consciência de que o que muda é a forma, não o conteúdo, que é atender ao jurisdicionado. O Rio de Janeiro é uma vitrine internacional. Sendo assim, nossa responsabilidade é ainda maior. O PJe-JT é irreversível e temos que trazê-lo da maneira menos traumática”, completou, lembrando que a maior parte dos desembargadores já está capacitada para usar o novo sistema.  

 


A mesa de abertura do Fórum foi composta, a partir da esquerda, pelo procurador-chefe substituto da Procuradoria Regional do Trabalho, Artur de Azambuja Rodrigues, pelos desembargadores Alexandre Teixeira de Freitas, Maria de Lourdes Sallaberry e Cesar Marques Carvalho, e pela juíza Áurea Sampaio

 

 

 

Em seguida, a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra-1), juíza Áurea Sampaio, parabenizou a iniciativa do Regional de por em pauta o PJe-JT, lembrando que o TRT/RJ e a Amatra-1 estão juntos na implementação do programa, salientando, ainda, que os magistrados devem debater as inovações no dia a dia e analisar como essa nova maneira de trabalhar vai impactar na saúde de todos.

O assessor da Presidência e presidente do Comitê Gestor Regional do PJe-JT no TRT/RJ, desembargador Cesar Marques Carvalho, chamou atenção ao fato de que os servidores do Regional já estão providenciando os certificados digitais (para navegação no sistema), e que a meta de 10% que o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) previu para a instalação do PJe-JT nas Varas do Trabalho serão cumpridas até o final do ano, com a inclusão de todas as VTs de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, além da 2ª Vara do Trabalho de Itaguaí.

Como convidado, o juiz Titular da 1ª Vara do Trabalho de Taguatinga e auxiliar do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Alexandre de Azevedo Silva, proferiu palestra sobre Contextualização do PJe na história da Justiça do Trabalho: sua estrutura e planejamento de execução, tratando da história do PJe-JT em nível nacional. O magistrado lembrou que os primeiros processos eram redigidos à mão e, quando passaram a ser feitos com o auxílio de máquinas de escrever, houve grande resistência, o que gerou a burocratização da Justiça, pois havia uma insegurança sobre a autenticidade das informações. Desta época, ainda citou como exemplos de entraves burocráticos os carimbos, a numeração das folhas, a rubrica do juiz e os fichários.

 

 


O juiz Alexandre de Azevedo Silva trouxe ao encontro a história do PJe-JT

 

 

O magistrado lembrou que nos anos 80 surgiram os computadores e, com eles, vieram as facilidades de comunicação. Mas, só em 2003, se deu a primeira tentativa de digitalização de processos, no Tribunal Regional Eleitoral da 4ª Região. Desde então, foram realizadas inúmeras experiências em outras Instituições Judiciárias, culminando em 2007 com a digitalização de recursos e agravos enviados ao Supremo Tribunal Federal. Alguns Tribunais do Trabalho, por iniciativa própria, começaram a usar programas que permitiam a distribuição eletrônica dos processos.

Já no início de 2011, quando o ministro João Oreste Dalazen, tomou posse como presidente do Tribunal Superior do Trabalho, foi definido que o PJe-JT seria instalado em todos os Regionais de maneira prioritária. Foi montada uma equipe, contratada uma fábrica de software e definido que o foco de instalação seria o primeiro grau dos Tribunais. O juiz Alexandre de Azevedo Silva contou que o lema era “pensar grande, começar grande e fazer rápido”.

Foi definida a realização de integração com do sistema com o Ministério Público do Trabalho, Correios, Sistema AUD (que possibilita a realização de audiência sem uso da internet), bancos, Diário Oficial Eletrônico, e-Calc, Bacen, Renajud e Infojud. Em abril do mesmo ano foi gerado o Comitê Gestor Nacional do PJe-JT, com magistrados, servidores, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil.

Finalmente, em 2012, foi instalado o PJe-JT na 1ª Vara do Trabalho de Navegantes, em Santa Catarina. A perspectiva é que todos os Regionais inaugurem seus sistemas até o final do ano, num total de mais de 200 VTs, ou seja, aproximadamente em 17% Varas do Trabalho do país, superior à meta inicial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é de 10%. Já a meta para 2013 é que em pelo menos 40% das VTs esteja com PJe-JT em funcionamento.

Ao final, o magistrado reconheceu que o Sistema ainda apresenta inconsistências, mas que o mesmo está progredindo ampla e rapidamente. “O PJe-JT, para vingar de fato, precisa da cooperação de todos. Sendo assim, adotem o sistema e façam de tudo para que dê certo”, finalizou.

** Informações da ascom do TRT/RJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.