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IV Fórum Gestão Judiciária: Saúde, qualidade de vida e boas práticas nortearam o segundo dia do evento

Na manhã do segundo dia do IV Fórum Gestão Judiciária, os bastidores dos setores de administração do Tribunal e as condições de saúde dos magistrados foram a tônica das palestras realizadas no auditório do TRT/RJ. Dando início às atividades, o diretor-geral do Tribunal, Luis Felipe Carrapatoso, apresentou a dinâmica das atividades administrativas, enquanto que o diretor da Secretaria-Geral Judiciária, Carlos Roberto da Silva, falou da atuação do Grupo de Apoio Correicional às Varas (Graco).

Após apresentar os números que quantificam o Tribunal em relação a orçamento, pessoal, mobiliário, imóveis e serviços, Carrapatoso explanou sobre o funcionamento dos canais de comunicação entre a Administração e os magistrados e servidores, como no caso do Service Desk e da Intranet, e esclareceu que, muitas vezes, a burocracia emperra as solicitações feitas pelas Varas, dando a impressão de descaso por parte do Tribunal. “A sensação é de que a Administração não olha para os problemas das Varas do interior, por exemplo, mas, quando conhecemos o funcionamento da área administrativa, percebemos que as dificuldades são grandes para prestar um pronto atendimento”, lamentou o diretor.

Sobre o Graco, Carlos Roberto destacou o fato de que a atuação do Grupo, atualmente, acontece não só a serviço das Varas com processos em atraso e com demanda muito grande, mas também por meio da solicitação das unidades em geral, mediante avaliação da Corregedoria e da Presidência do Tribunal.

 


Luis Felipe Carrapatoso (à direita) e Carlos Roberto da Silva apresentaram as unidades estratégicas do Tribunal

 

 

Em breve apresentação, membros da Secretaria de Gestão de Conhecimento (SGC) apresentaram o Portal do Conhecimento, espaço que traz informações úteis para magistrados e servidores. Na ocasião, convocaram os presentes para sugerirem conteúdos que considerem relevantes, para que possam ser organizados no portal, tornando-o mais atrativo e de fácil consulta

Saúde e Qualidade de Vida

Na sequência, a Comissão de Saúde do TRT/RJ apresentou o resultado da pesquisa diagnóstica que aponta as situações-problema que levam ao grande número de licenças médicas solicitadas pelos magistrados, nos últimos anos. O juiz André Villela destacou que, diante do exposto, faz-se premente que o Tribunal pense em políticas que visem à qualidade de vida de todos.

Servidoras da área de saúde e de assistência social deixaram claro que é preciso o desenvolvimento de uma política de gestão para auxiliar os juízes, principalmente os gestores, no enfrentamento dos desafios do dia a dia. “Sem política de gestão, cada um cria suas regras, formando um ambiente de competição desmedida, em um ambiente que favorece ao estresse e ao abuso”, ressaltou a médica do trabalho, Michelle Monteiro.

Reforçando essa questão, a assistente social, Karla Fernanda Valle, afirmou que, em meio ao contexto do adoecimento social, é preciso que haja o debate sobre o equilíbrio entre qualidade de vida e a rotina do trabalho, pois o adoecimento do Juiz recai sobre os servidores e vice-versa, afetando, também, o rendimento dos envolvidos.

Comissão de Saúde afirma que qualidade de vida precisa estar na pauta de assuntos pertinentes do Tribunal 

 

Seguindo a linha da qualidade de vida em prol da produtividade, as palestras da manhã foram encerradas com o professor Júlio César Pompeu, mestre em Direito pela PUC-Rio e doutor em Psicologia pela Ufes, que falou sobre as angústias que assolam o ser humano, diante das constantes mudanças e das escolhas que precisam ser feitas ao longo dos anos.

“A vida nos flagra com o ineditismo e é preciso lidar com isso. No Judiciário, vocês, magistrados, estão vivendo isso. Hoje é preciso ser inovador e, quanto mais mudança, mais angústia. É preciso tentar explicar o mundo a sua volta e fazer boas escolhas para seguir em frente”, projetou o professor.

Troca de Experiências

Juízes trouxeram exemplos de boas práticas desenvolvidas nas Varas da Capital e do Interior. Na foto, no sentido horário, Márcia Leal, Cléa Couto, Fernando Reis e Lila Lopes

 

Na parte da tarde, o evento serviu para que juízes expusessem exemplos de boas práticas realizadas nas Varas de Trabalho, as quais trazem resultados satisfatórios para o bom andamento da prestação jurisdicional da Vara. O objetivo dos painéis foi verificar quais as experiências podem ser incorporadas ao Planejamento Estratégico que está sendo elaborado para os próximos cinco anos, no Tribunal.

A conciliação realizada após o encerramento da instrução e no Segundo Grau foi o exemplo trazido pelo desembargador César Marques, Gestor Regional de Conciliação do TRT/RJ, que também se colocou a favor da mediação, principalmente nos casos que envolvem terceirização.

A juíza Márcia Leal Campos falou sobre gestão de pessoas por competência, falando das ações motivacionais realizadas na 37ª Vara da Capital, onde é Titular, e a juíza Cléa Couto, titular da 61ª Vara, destacou a importância de se capacitar servidores para atuarem como assistentes de Juiz, além de ter pontuado ser entusiasta do trabalho à distância.

Fechando as atividades do segundo dia do Fórum, a juíza Lila Lopes falou sobre a logística que envolve a divisão de tarefas dos servidores, na utilização do PJe, enquanto o titular da Vara de Queimados, Fernando Reis de  Abreu, levantou a questão da gestão do PJe, afirmando que é preciso repensar a forma de trabalhar com o novo sistema, para evitar o acúmulo de processos, tal qual ocorre com os processo físicos.

O IV Fórum Gestão Judiciária termina nesta sexta-feira (06), com a plenária que aprovará as diretrizes estratégicas apresentadas pelas comissões temáticas do evento.

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