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Juíza Helen Marques Peixoto assume coordenação do Programa TJC

Juíza Helen Marques Peixoto assume coordenação do Programa TJC
A juíza Helen Marques Peixoto, diretora da AMATRA1, assumiu, nesta semana, a coordenação do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC). Nos últimos seis anos, a iniciativa foi gerida pela magistrada aposentada Benimar Ramos de Medeiros Marins, que seguirá atuando no movimento associativo como diretora de Aposentados da Anamatra. A reunião de transição do cargo contou com a presença da diretora Áurea Regina de Souza Sampaio, ex-presidente da AMATRA1, que participa da ação como voluntária.

“Ao mesmo tempo que assumir o TJC me traz a questão do tempo necessário para todas as demandas, sinto uma grande vontade de dar prosseguimento a esse trabalho que é, para mim, um dos mais bonitos da nossa associação”, afirmou Helen.

Para a magistrada, compartilhar aprendizados e ensinamentos com outras pessoas para construir um futuro melhor – principal premissa do programa – tem grande relevância pessoal e faz parte de sua trajetória. “Por meio do TJC, isso poderá assumir um contorno especial e diretamente relacionado ao que venho realizando nesses 18 anos de Tribunal. Agradeço imensamente a confiança e espero fazer o meu melhor, dando continuidade à condução maravilhosa que vinha sendo realizada pela querida Benimar.”

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Avaliando os resultados do Programa TJC no período em que atuou como coordenadora, Benimar Medeiros concluiu que a ação alcançou o objetivo de levar noções de Direito e cidadania a um grande número de estudantes de escolas públicas, assim como o de aproximar o Judiciário da sociedade. Com a participação ativa e dedicação dos magistrados e profissionais da educação, a parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a OAB-RJ (Seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil), e o apoio do TRT-1 e da Escola Judicial, a iniciativa chegou tanto a escolas da capital quanto de cidades do interior, como Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Petrópolis, Teresópolis, Friburgo e Magé.

“Deixo a coordenação para me dedicar a outras frentes no movimento associativo, sem perder de vista a importância de voltar a contribuir como voluntária, oportunamente. E o faço com a certeza de que mudanças são necessárias para oxigenar as atividades do programa, que não é de um ou de alguns, mas de muitos. Helen já atuou no TJC e tem valiosa contribuição a dar como coordenadora. A ela, desejo confiança e sabedoria para lidar com as eventuais dificuldades, inerentes a todo trabalho voluntário”, destacou Benimar.

A magistrada agradeceu a colaboração e dedicação dos voluntários e integrantes das escolas, que ajudaram a construir e efetivar o TJC no Rio de Janeiro. “Na certeza de que recebi muito mais do que dei, registro minha gratidão a todos e todas que participaram das atividades do programa nesse período, sem esquecer a Anamatra, que o idealizou, e a AMATRA1, efetiva responsável pelo desenvolvimento na 1ª Região.”

[caption id="attachment_30333" align="aligncenter" width="525"] Juíza aposentada Benimar Medeiros coordenou o TJC no Rio de Janeiro por seis anos[/caption]

Última edição do TJC enfrentou desafios da pandemia

Criado pela Anamatra, o Programa TJC é colocado em prática regionalmente pelas Amatras desde 2004, visando difundir ideias de Direito do Trabalho, Justiça, ética e cidadania nas escolas públicas. Desde então, o projeto já alcançou milhares de adolescentes em todo o país.

Na última edição, iniciada em outubro de 2020 e concluída um ano depois, os participantes do Programa TJC enfrentaram os desafios impostos pela pandemia, adequando a maior parte da ação ao formato virtual. Ao todo, 240 estudantes das Escolas Municipais André Gomes dos Santos e Margarida Trindade de Deus, em Araruama (Região dos Lagos), puderam ter contato com informações da Cartilha do Trabalhador, como aprendizagem profissional, combate ao trabalho infantil e escravo, e direitos trabalhistas, passados não apenas pelos professores, mas também por magistrados e procuradores do Trabalho voluntários.

O projeto é dividido nas etapas de capacitação, em que os professores são preparados para iniciar o trabalho com os temas nas escolas; instrução dos alunos em sala de aula, com a Cartilha do Trabalhador; palestras dos magistrados, para tirar dúvidas sobre o conteúdo da cartilha; visitação às varas do Trabalho (em razão da pandemia, os estudantes participaram de audiências virtuais); e culminância, em que os alunos apresentam, de forma lúdica, o que aprenderam no decorrer do Programa.
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