Notícias

Painel: Enfrentamento à exploração sexual comercial infanto-juvenil e responsabilização integral

No segundo dia do seminário “Trabalho Precoce e Direitos Humanos”, o painel Enfrentamento à Exploração Sexual Comercial Infanto-Juvenil e Responsabilização Integral teve a participação do coordenador de projetos do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil da OIT, Renato Mendes; do presidente do TRT da 13ª Região, desembargador Paulo Maia Filho; e da promotora de justiça da infância e juventude, do Ministério Público de Santa Catarina, Helen Crystine Corrêa Sanches, que levantaram a discussão sobre a atuação conjunta da Justiça do trabalho, da Justiça Estadual e do Ministério Público, nos casos que envolvem o trabalho infantil.

 

Para o desembargador Paulo Maia, é preciso a identificação da natureza da relação entre os explorados e os exploradores para que, então, direcione-se a competência à Justiça do Trabalho ou à outra esfera do Judiciário. Quando definida a existência da relação de trabalho, o processo e o julgamento ficam sob responsabilidade da Justiça Trabalhista. Ele aponta que a questão de ser ou não uma relação de trabalho está definida pela Convenção nº 182, da OIT, a qual foi ratificada pelo Brasil.

 

Em acordo com o posicionamento do desembargador, o painelista Renato Mendes acrescentou que, no que tange a exploração sexual de menores, há complementaridade das justiças Penal e Trabalhista, o que sugere um ganho para as garantias dos direitos das crianças e dos adolescentes. Segundo ele, considera-se um caso de esfera trabalhista, pois vai além da violência sexual, configurando frequência dos atos e ganhos, lucros e dividendos para os que exploram.

 

Sobre a atuação do Ministério Público, Helen Crystine ressaltou a postura combativa do órgão, exigindo do Governo ações operacionais que enfrentem as redes criminosas dos municípios, em prol da proteção às crianças e adolescentes. “É preciso responsabilizar os agressores e buscar meios para minimizar os danos causados às vítimas. Acredito no discurso uno a favor desta proteção, com os MP´s, a Justiça do Trabalho e a Justiça Estadual atuando em  conjunto. A criança deixou de ser vista como objeto de tutela e passa ser sujeito de todos os direitos, portanto, temos que lutar contra a violação desses direitos”, ressaltou a promotora.
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.