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Pesquisa expõe efeitos do trabalho na saúde mental

Pesquisa expõe efeitos do trabalho na saúde mental

Um levantamento da Inmar Intelligence revelou que 33% de um total de mil trabalhadores entrevistados nos Estados Unidos relataram impactos negativos do trabalho para a saúde mental, enquanto 34% apontaram aspectos positivos. A conclusão reforça o papel de lideranças e estruturas organizacionais na promoção de ambientes equilibrados e inclusivos. No Brasil, o governo tem adotado medidas para reconhecer boas práticas e responsabilizar as empresas pela proteção da saúde mental dos empregados.

Segundo a juíza Luciana Neves, diretora Administrativa e de Patrimônio da AMATRA1, a realidade revelada pela pesquisa mostra que “quanto mais seguro o trabalhador estiver, melhor será não só para ele, mas também para a empresa, que pode contar com a previsibilidade da legislação trabalhista para manter sua produção sem prejuízos”.

A percepção entre os trabalhadores entrevistados nos EUA, que ficou bem dividida, expõe uma realidade já reconhecida por instituições acadêmicas e órgãos de saúde: o ambiente de trabalho influencia diretamente o bem-estar mental. Fatores como segurança no emprego, cargas de trabalho razoáveis, gestão acolhedora e possibilidade de trabalho flexível contribuem para experiências positivas. Já a comunicação falha, excesso de demandas, culturas organizacionais tóxicas e ausência de reconhecimento estão associados aos efeitos negativos mais frequentes.

O governo federal brasileiro criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, que reconhece instituições que adotam políticas voltadas ao bem-estar psíquico dos trabalhadores. Para obter o selo, as empresas devem oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, garantir campanhas educativas e promover transparência nas ações internas.

Outra frente de atuação é a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego. A partir de 2026, a norma passará a incluir riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o que amplia a responsabilidade formal das empresas sobre a saúde mental dos empregados. A implementação, que seria feita em 2025, foi adiada para garantir tempo de adaptação. O primeiro ano de vigência terá caráter orientativo, com foco em esclarecimento, sem imposição de sanções.

Estudos complementares sustentam essa correlação. A Simon Fraser University apontou que os trabalhadores se sentem 55% mais propensos a compartilhar problemas de saúde mental quando percebem acolhimento institucional. Já a Universidade de Iowa relacionou a concessão estruturada de licenças remuneradas à redução de taxas de suicídio.

A preocupação também se reflete na estratégia de grandes empregadores. Um levantamento feito pelo Business Group on Health indicou que 93% das 131 empresas globais consultadas pretendem manter ou ampliar suas iniciativas de bem-estar em 2025. Quase metade delas definiu a saúde mental como prioridade máxima, adotando programas de assistência, gestão de estresse e ações voltadas à resiliência emocional.

Luciana Neves destacou também a importância das garantias legais. Para ela, direitos como férias, 13º e licenças são medidas de saúde e higiene, fundamentais para o trabalhador recompor forças e manter a qualidade de vida da família. A legislação também beneficia a empresa, que pode repor a mão de obra em caso de afastamento, com apoio do sistema previdenciário.

Com informações da CNN - Foto de capa: Imagem ilustrativa/Freepik.

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