Notícias

Presidente da Amatra1 participa de Ato contra trabalho escravo no país

A presidente da Amatra1, Cléa Couto, participou, nesta quarta-feira (04/02), no TST, do “Ato pelo Fim do Trabalho Escravo e em Memória das Vítimas da Chacina de Unaí”, que lembra os 12 anos do crime. O ato foi promovido pela Anamatra e demais entidades integrantes da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).

O evento foi aberto pelo presidente do TST, ministro Barros Levenhagen, que exaltou a presença do prêmio Nobel da Paz de 2014 no ato, o indiano Kailash Satvarthi. “Desejo que emerja em todos nós aquilo que há de melhor, como solidariedade, compaixão e a compreensão. Tudo aquilo que há de melhor está em sua pessoa”, disse.

Kailash Satvarthi destacou a importância da Magistratura. “Quando as pessoas estão em desespero e perdem a confiança em si mesmos e na sociedade, é o juiz quem pode trazer ela de volta. Ele tem o poder de proteger o país, a sociedade. A escravidão é como um vírus e o Judiciário pode ser a vacina mais efetiva. Escravidão e humanidade não podem andar juntas, a liberdade não é negociável”, defendeu.

Os ministros do TST Lelio Bentes e Kátia Arruda também participaram do ato, assim como o vice-presidente da Anamatra, Guilherme Feliciano, o diretor de Assuntos Legislativos da entidade, Luiz Colussi, a diretora de Cidadania e Direitos Humanos, Noemia Porto, e diversos dirigentes das Amatras e juízes do Trabalho.

 

Carta aberta

O ato foi marcado pela leitura de Carta Aberta à sociedade civil, elaborada a partir de sugestão da Anamatra. O documento, assinado pelas entidades integrantes da Conatrae, foi lido pelo vice-presidente da Associação, e destacou, principalmente, o retrocesso que o PLS 432/2013 pretende trazer à luta, “esvaziando radicalmente o conceito de trabalho escravo ao dele excluir, sem mais, tanto o trabalho degradante como o trabalho sob jornada exaustiva”.

O documento pede diversas providências no sentido da erradicação do trabalho forçado: a manutenção do atual conceito de redução à condição análoga a de escravo (artigo 149/CP); a definitiva assimilação, por autoridades constituídas e atores sociais, de que o trabalho degradante compõe o núcleo essencial do conceito contemporâneo de escravidão; a cessação de todas as iniciativas em curso, no Congresso Nacional brasileiro, que visam a restringir o conceito de escravidão contemporânea; e a imediata ratificação do Protocolo Adicional à Convenção nº 29 da OIT.

Da esquerda para direita: a presidente da Amatra1, Cléa Couto; a presidente da Amatra5, Rosemeire Fernandes; a ministra Kátia Arruda; a juíza Luciana Conforti, da Comissão de Direitos Humanos da Anamatra; e o vice-presidente da Anamatra, Guilherme Feliciano. 

 

** Com informações da Ascom/Anamatra 

 

We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.