Notícias

Produtividade em alta: TST julgou 57% mais processos em 2024

Produtividade em alta: TST julgou 57% mais processos em 2024
O Relatório de Gestão Integrado apontou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou, em 2024, cerca de 514 mil processos, um crescimento de 57% em relação ao total de ações analisadas em 2020. Esse aumento expressivo em cinco anos foi acompanhado por uma série de medidas adotadas pelo Tribunal para garantir maior eficiência, incluindo a implementação de tecnologias e a priorização de soluções consensuais.

A melhoria da tramitação processual e a criação de soluções inovadoras, como o uso de inteligência artificial, têm sido cruciais para a evolução da Justiça do Trabalho. No ano passado, o TST recebeu mais de 570 mil novos casos, o que representa um aumento de 19% no volume de processos em comparação ao período anterior. 

Esse incremento desafia a Corte a continuar ampliando sua capacidade de resposta, com cada ministro analisando, em média, 20 mil processos. Para lidar com o crescimento da demanda, o Tribunal investiu em reformas internas e na atualização de procedimentos, incluindo a redução de 27 dias no tempo médio de tramitação dos casos.

O Tribunal tem focado não apenas na aceleração dos julgamentos, mas também na qualificação dos servidores. Em 2024, mais de 5 mil pessoas concluíram cursos promovidos pelo TST, além de outras ações voltadas à formação contínua. A prioridade tem sido melhorar a uniformização das decisões, através da capacitação especializada e da aplicação de precedentes.

A inovação tecnológica desempenhou papel fundamental nesse contexto. Em outubro de 2024, o TST implementou o Monitor do Trabalho Decente, um sistema de inteligência artificial que visa identificar questões relacionadas a temas sensíveis, como trabalho infantil e assédio sexual. Além disso, o Painel de Monitoramento de Combate ao Assédio Eleitoral no Trabalho, lançado no mesmo ano, fortaleceu a fiscalização de práticas ilegais nas petições iniciais.

A aposta em conciliações também tem gerado resultados significativos. O Cejusc/TST, órgão responsável pela mediação de conflitos, obteve um índice de sucesso de 75,4%, com mais de R$ 1 bilhão pagos aos beneficiários. As soluções consensuais ganharam ainda mais força com convênios estabelecidos com a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral Federal (PGF), que resultaram em mais de 9 mil desistências de recursos.

Em termos administrativos, o TST aprimorou sua governança digital, com a automação de rotinas e maior segurança da informação, além de continuar sua adesão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio de um planejamento estratégico de longo prazo. A inclusão social também foi um dos focos, com o aumento de 16,5% no número de pessoas com deficiência no quadro de servidores, além de um avanço de 27% na ocupação de cargos por este grupo.

Ato público marca resistência à tentativa de esvaziamento da Justiça do Trabalho

No próximo dia 7 de maio, às 10h, o país será marcado por um importante ato público em defesa da Justiça do Trabalho. No Rio de Janeiro, a mobilização ocorrerá no prédio da Justiça do Trabalho da Rua do Lavradio e integra o movimento nacional promovido pela Anamatra, ANPT e Abrat. A ação é uma resposta direta à decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que suspendeu o andamento de processos trabalhistas envolvendo a chamada “pejotização” — tema central do Recurso Extraordinário 1389, com repercussão geral reconhecida. 

A iniciativa reforça o papel estratégico da Justiça do Trabalho na proteção dos direitos de trabalhadoras e trabalhadores diante das novas formas de contratação e da precarização das relações laborais. A mobilização busca reafirmar a competência constitucional deste ramo do Judiciário, ampliada pela Emenda Constitucional 45/2004, e alertar a sociedade para os impactos sociais e jurídicos do enfraquecimento dessa instância essencial à democracia e à justiça social.

A Anamatra, ANPT e Abrat divulgaram, no 1º de maio, um Manifesto em Defesa da Competência Constitucional da Justiça do Trabalho, destacando a importância de que toda relação de trabalho seja analisada por essa Justiça, conforme a Constituição. Confira na íntegra o manifesto.

Com informações do TST - Foto de capa: Warley Andrade/TV Brasil.

Leia mais: Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados em Minas

‘Nossa vida é moldada pelo trabalho’, afirma Daniela Muller no Bancário Pod+

Conafret celebra 20 anos com livro sobre fraudes trabalhistas
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.