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Profissões estressantes podem gerar depressão, diz psiquiatra no 'Jornada'

Profissões estressantes podem gerar depressão, diz psiquiatra no 'Jornada'
“Profissões estressantes” é o tema do penúltimo episódio desta temporada do “Jornada”, programa do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no YouTube. A produção abordou as consequências de lidar diariamente com pressão, cobranças e riscos no ambiente de trabalho. Segundo o psiquiatra e escritor Augusto Cury, o estresse profissional pode gerar transtornos mentais.

“Temos assistido que profissões estressantes podem desencadear depressão, principalmente quando as pessoas não correspondem às suas expectativas”, afirmou o especialista.

O ministro do TST Augusto César destacou que as funções podem ser estressantes por diferentes razões. “No que diz respeito ao modo de trabalhar, a uma responsabilidade acentuada em razão das consequências do trabalho e, também, sobre a jornada de trabalho”, disse.

Há 17 anos atuando como bombeiro militar, considerada uma das profissões mais estressantes no Brasil, o tenente coronel Renato de Freitas afirmou que a atividade no resgate aéreo do Corpo de Bombeiros Militar é muito arriscada. “Procuramos nos cercar de todos os cuidados e muito estudo e profissionalismo para trabalhar com segurança”, afirmou.

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Para Isabel Cristina Costa, controladora de tráfego aéreo, sua profissão é um “desafio diário”. “Desde que entrei na carreira, já sabia que a essência da atividade é o estresse. Então, para trabalhar, gerenciamos esse fator por meio da nossa excelente formação técnica operacional, do uso de equipamentos modernos, do apoio psicológico e do trabalho em equipe”, disse a sargento da Força Aérea Brasileira.

Além de quadros depressivos, Cury indicou que trabalhadores submetidos a grande quantidade de exigência e estresse podem sofrer com outros transtornos, como Síndrome de Burnout, Síndrome do Pensamento Acelerado e Síndrome do Pânico. O psiquiatra indicou a necessidade de descansar durante a jornada.

“O trabalhador pode e deve, em sua profissão, fazer microrrelaxamentos de dois a três minutos, uma ou duas vezes por dia ou, pelo menos, duas ou três vezes por semana, para desacelerar a mente e construir um oásis naquele deserto profissional”, disse.

O ministro Augusto César ressaltou que as pausas estão previstas na legislação e em Normas Regulamentadoras. “Os intervalos precisam ser observados exatamente para que o trabalhador tenha um tempo para relaxar os músculos e sair um pouco da tensão natural da prestação do trabalho para voltar com outra disposição e estímulo”, concluiu.

Confira o episódio na íntegra:


*Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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