Notícias

Recuperação judicial impacta direito trabalhista, acusa Daniela Muller

Recuperação judicial impacta direito trabalhista, acusa Daniela Muller
A presidente da AMATRA1, Daniela Muller, critica a forma como a recuperação judicial de empresas tem impactado os direitos trabalhistas, especialmente no Rio de Janeiro, onde companhias que exploram lucrativas linhas de ônibus costumam deixar de pagar fundo de garantia, férias e até salários.

“O caso mais gritante no Rio são as empresas de ônibus. Elas conseguem na Justiça Estadual o deságio de até 60%, o que significa que, do débito reconhecido pela Justiça do Trabalho, só pagam 40%. Neste momento a Justiça do Trabalho está sendo muito bombardeada. Fica evidente que há interesses econômicos que lucram também com o enfraquecimento da Justiça do Trabalho”, afirmou.

A Lei de Falências enfrenta críticas e desafios devido às práticas controversas que envolvem administradores judiciais (AJs). Com honorários que podem alcançar  milhões e acusações de favorecimento e tráfico de influência, a gestão de empresas em recuperação judicial se tornou um campo minado para credores, funcionários e o próprio Estado.

Em um cenário onde empresas endividadas buscam se reerguer por meio da aplicação do instituto da recuperação judicial, os AJs desempenham o papel de fiscalizadores designados pela Justiça. A escolha dos administradores tem sido questionada, assim como a remuneração dos AJs. 

Segundo a legislação, esses profissionais podem receber até 5% do valor da dívida durante a recuperação judicial ou até 10% dos bens leiloados em caso de falência. 

Nas empresas com dívidas bilionárias, como a mineradora Samarco, em que as cifras chegam a dezenas de bilhões de reais, os honorários se elevam a patamares bastante vultosos, suscitando debates sobre equidade e prioridades de pagamento.

Daniela Muller aponta que a prática evidencia interesses econômicos que se beneficiam com o enfraquecimento da Justiça do Trabalho. Também enfatiza que os empregados são os mais prejudicados.

“O trabalhador, sem dúvida, é o primeiro prejudicado, e a própria Justiça do Trabalho, que fica sem ter como efetivamente entregar para o cidadão, para o direcionado, o que é dele por direito”, disse.

A situação reforça a necessidade de reformas na legislação, com propostas recentes visando estabelecer limites claros para os honorários dos AJs e impedir práticas que comprometam a imparcialidade e a eficiência do processo de falência.

Com informações do UOL - Foto: Desastre ambiental da Samarco/Antônio Cruz/Agência Brasil.

Leia mais: AMATRA1 festeja 61 anos com almoço para associados da ativa e aposentados

Agrotóxicos ameaçam a saúde dos trabalhadores rurais no Brasil

TRT-1 promove evento sobre violência, assédio e discriminação no trabalho
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.