Notícias

TRT-1 é iluminado com as cores da bandeira trans

TRT-1 é iluminado com as cores da bandeira trans
Prédio do TRT-1 iluminado com as cores da bandeira trans

Ação, entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro, foi idealizada em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans 

O prédio-sede do TRT-1 foi iluminado com as cores da bandeira trans, entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro, por iniciativa do Subcomitê Regional de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, coordenado pela desembargadora Márcia Leal. A iniciativa fez alusão à celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans (29/1). O  objetivo é afirmar o compromisso institucional com o respeito, o reconhecimento de direitos e a promoção de políticas de equidade relacionadas à identidade de gênero.

O ato destacou a necessidade de reconhecimento institucional da população transexual no Brasil que, conforme dados relativos a 2025, ficou no topo do ranking de homicídios de pessoas trans no mundo pelo 18º ano consecutivo. O Brasil concentra 30% dos casos globais. As estatísticas indicam que as vítimas são majoritariamente mulheres trans e travestis, pessoas pretas ou pardas, com expressiva incidência entre trabalhadoras do sexo. Nesse cenário, a ação institucional buscou dar visibilidade a uma realidade marcada por desigualdades estruturais e violência recorrente.

A iniciativa também se alinhou às atribuições do Subcomitê Regional de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, que atua na promoção de um ambiente institucional plural, inclusivo e respeitoso. Márcia Leal explicou que o trabalho do colegiado se orienta pela implementação concreta de políticas de equidade e inclusão, com atenção específica ao eixo da diversidade e à identidade de gênero.

“A importância de ações simbólicas como esta é mostrar à sociedade que o Poder Público, aqui representado pela Justiça do Trabalho, abraça a causa da diversidade, especialmente, quanto à identidade de gênero. Isso estimula que outros órgãos e também a iniciativa privada tenham esse olhar de empatia e respeito para com todos os integrantes da sociedade”, afirmou.

No campo das medidas estruturais, Márcia Leal apontou que o Judiciário pode avançar a partir do respeito ao público interno, com iniciativas voltadas à inclusão, como o reconhecimento do nome social, a disponibilização de banheiros sem distinção de gênero e o incentivo ao letramento institucional por meio de debates e eventos sobre diversidade. Segundo ela, essas ações fortalecem uma cultura organizacional baseada no respeito.

A magistrada também destacou a adoção de políticas afirmativas como instrumento para a redução de desigualdades no acesso ao trabalho. Nesse contexto, o Tribunal Superior do Trabalho instituiu o “Programa Transformação”, voltado à ampliação de oportunidades para pessoas trans

De acordo com Márcia Leal, o TRT-1 encontra-se em fase de implementação de iniciativa semelhante, prevendo a exigência de que empresas prestadoras de serviços reservem percentual de vagas para o preenchimento por pessoas trans em futuras contratações, como forma de ampliar oportunidades e promover inclusão social.

Leia mais: 2º Encontro de Diversidade da Anamatra debate inclusão e combate à discriminação no trabalho

MTE recebe propostas para inclusão LGBTQIA+ no mercado de trabalho

AMATRA1 promove debate sobre cidadania LGBTQIAPN+

We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.