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TRT-1 promove debate sobre alimentação sustentável

TRT-1 promove debate sobre alimentação sustentável
Em celebração ao mês do Meio Ambiente, o TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) realizou, na última quarta-feira (18), uma live sobre alimentação sustentável e compostagem para apresentar a prática como um meio sustentável e benéfico para o meio ambiente, reduzindo resíduos em aterros e diminuindo a emissão de gases de efeito estufa. Participaram da transmissão o técnico judiciário Omar Pereira da Silva, com experiência em iniciativas de sustentabilidade no Judiciário, e a gastrônoma Rafaela Azeredo, voluntária em projetos de promoção da saúde e educação alimentar. A iniciativa da Comissão Socioambiental do Tribunal destacou experiências institucionais com compostagem, alternativas ao consumo de ultraprocessados e aproveitamento integral dos alimentos.

Durante a abertura, a  desembargadora Alba Valéria Guedes, associada da AMATRA1, ressaltou o papel da Comissão no TRT-1 e o compromisso da instituição  com a promoção de uma relação equilibrada com o meio ambiente. 

“Nós, da Comissão, buscamos de fato promover essa interação entre a natureza e as pessoas. A natureza interage conosco, e a função da socioambiental é justamente harmonizar essa relação. O TRT, como instituição, tem o compromisso de fomentar essa harmonia, seja entre os servidores e o meio ambiente, seja nas diversas relações institucionais”, afirmou.

Responsável pela mediação, o juiz André Villela, ex-presidente da AMATRA1, contextualizou o tema ao falar sobre os desafios atuais lembrados no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. O magistrado ressaltou a importância da compostagem e classificou a live como especialmente pertinente diante do cenário do país, marcado por altos índices de desperdício e pela persistente insegurança alimentar.

“Compostagem é fundamental porque está diretamente ligada ao combate ao desperdício de alimentos, e isso ganha ainda mais relevância em um país como o nosso, onde ainda há carência alimentar. O futuro do mundo depende de cuidarmos do meio ambiente e da alimentação para estarmos sempre bem conosco e com os outros”, disse.

O técnico do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Jomar Pereira — que atuou como coordenador do Núcleo Socioambiental e  do Comitê de Sustentabilidade Solidária, além de ter sido secretário da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (PLS) — apresentou dados sobre compostagem institucional em Brasília, atividade na qual trabalha há cerca de 10 anos.  

Jomar atualmente utiliza diferentes técnicas de compostagem. Ele explicou que a decomposição de resíduos orgânicos ocorre naturalmente por ação de microrganismos presentes no ambiente, sem necessidade de inserção artificial de minhocas, embora elas possam surgir no processo. Destacou métodos caseiros e de larga escala, como a compostagem em leiras, adotada por órgãos públicos como o TST e o Governo do.

“Em 2021, processamos cerca de 16 mil quilos. Em 2022, 33 mil. Em 2023, novamente 33 mil. E agora, em 2024, já estamos em 38 mil quilos. Ou seja, em média, estamos processando cerca de 3 mil quilos por mês de borra de café. É muita borra de café. Mas temos aqui aproximadamente 4 mil pessoas, entre servidores, terceirizados, estagiários e participantes de eventos. Imagina tudo isso indo para o aterro sanitário. A gente precisa dar uma destinação correta”, pontou, enfatizando o crescente investimento do TST no projeto. 

Bacharelanda em Nutrição e voluntária no projeto Promoção da Saúde nas Redes e no Núcleo de Educação e Saúde da Escola de Nutrição, Rafaela Azeredo abordou o impacto dos hábitos alimentares no meio ambiente e na saúde. 

“Além do desperdício da comida, no cenário de fome e de insegurança alimentar, há também o desperdício dos recursos naturais usados na produção desses alimentos. Tudo pode ser consumido, inclusive até as flores, as folhas e as sementes. Sementes que podem ser lavadas, assadas e usadas para comer como um petisco ou em outras preparações”, explicou a gastrônoma, criticando a substituição crescente de alimentos naturais por ultraprocessados. Ela  defendeu o consumo, com aproveitamento das safras, plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e a adoção de compras coletivas para reduzir custos e desperdícios. 

O evento também tratou da legislação aplicada aos grandes geradores de resíduos no Distrito Federal e dos desafios para adaptar práticas como a compostagem em ambientes urbanos. A live encerrou com a proposta de ampliação do tema no âmbito da Escola Judicial, com a possibilidade de inserção de oficinas práticas sobre compostagem e alimentação sustentável nos cursos oferecidos aos servidores.

Foto de capa: frame da live no canal do TRT-1 no YouTube.

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