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TRT/RJ - Desembargadora Letícia Sardas é a nova presidente do TRE/RJ

A desembargadora Letícia de Faria Sardas tomou posse na quinta-feira (31/1), como a nova presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), se tornando a primeira mulher a assumir o cargo. A solenidade aconteceu no plenário do Tribunal de Justiça do Rio, no Fórum Central.

Diante da presença do presidente do TJ/RJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos; da diretora da Escola da Magistratura do Estado do Rio (Emerj), desembargadora Leila Mariano, presidente eleita do TJRJ; do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux; das desembargadoras Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e Maria Helena Cisne, presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, além do procurador Regional Eleitoral, Maurício da Rocha Ribeiro e demais autoridades, o desembargador Luiz Zveiter, ex-presidente do TRE-RJ, passou oficialmente a Presidência da Corte para a magistrada, que fez o juramento de cumprir bem e fielmente os deveres do cargo, em conformidade com as leis e a Constituição Federal.

Em seu discurso, a nova presidente do TRE-RJ abordou a história da evolução da mulher no século 20 e seus desdobramentos no mundo atual, como a posse de mulheres em diversos cargos importantes. Ela também lembrou de uma citação de Norberto Bobbio, escritor da "Era dos Direitos", que declarou que a revolução das mulheres foi a mais importante do século 20.

Desembargadoras ao lado da nova presidente do TRERJ
A partir da esquerda: a desembargadora Maria Helena Cisne, presidente do TRF-2; a Procuradora-Geral do Estado, Lucia Léa Guimarães Tavares; a nova presidente do TRE/RJ, desembargadora Letícia de Farias Sardas; e a desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do TRT/RJ. (Foto:Rosane Naylor)

"Não falo somente da revolução feminista de 1968, marcada pela queima dos sutiãs, mas da revolução silenciosa, prudente e paciente que se iniciou na 2ª Guerra Mundial quando as mulheres viram seus homens partirem e ficaram nas cidades ocupando com desenvoltura espaços que antes eram somente ocupados pelo chamado "sexo forte'", destacou a magistrada, acrescentando que na década de 50 do século passado, era difundida a ideia de que o trabalho deixava a mulher menos feminina e que sua função era cuidar dos afazeres domésticos e da família.

"Felizmente o desenvolvimento econômico aumentou o nível de escolaridade feminina, despertando sua independência. A educação foi, sem dúvida nenhuma, a mola propulsora da evolução feminina. Somos frutos de um movimento silencioso de algumas mulheres que lutaram em busca de novos desafios", completou.

Por fim, a desembargadora ressaltou que atualmente é preciso garantir os direitos das minorias da sociedade e abolir toda forma de discriminação. "O tempo em que vivemos é um tempo de conquista dos direitos das minorias, é um tempo do ser, independentemente do sexo, da cor, da opção sexual e da religião. Desponta vitorioso na democracia moderna o ferrenho combate a toda forma de discriminação como único meio de garantir a igualdade e a liberdade", finalizou.

A partir do dia 4 de fevereiro o Poder Judiciário fluminense, formado pelos Tribunais de Justiça, do Trabalho da 1ª Região, Regional Eleitoral e Regional Federal da 2ª Região, estará nas mãos de mulheres. Nesta data, o único homem dirigente do Estado, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, passará a faixa de presidente do TJ para a desembargadora Leila Mariano, eleita para o próximo biênio.

(Com informações da Ascom do TJ/RJ)

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