Notícias

Estudo diz que 68% dos ex-aprendizes se inseriram no mercado de trabalho

Estudo diz que 68% dos ex-aprendizes se inseriram no mercado de trabalho
Em um contexto de grande desemprego entre os jovens – mais de 50% dos brasileiros sem emprego tinham entre 15 e 29 anos, em 2020 –, uma pesquisa feita pela Fundação Roberto Marinho mostrou a eficiência da aprendizagem profissional para a inserção no mercado de trabalho. De acordo com os dados, 68% dos egressos do Programa Aprendiz Legal, ação desenvolvida pela fundação em todo o país, conseguiram trabalho formal após o período como aprendizes. A análise, feita em parceria com o CIEE (SP, RJ e RS) e a Gerar, coletou informações de 208 mil jovens. 

Confirmando o propósito de continuidade da escolarização dos jovens, o estudo mostra que, entre os egressos do Aprendiz Legal que estavam no mercado formal, 85% completaram pelo menos o Ensino Médio. Dos egressos de 2014 a 2015, 75% concluíram o Ensino Médio e 10%, o Ensino Superior. Cerca de 60% tiveram mobilidade educacional.

A pesquisa também mostrou que a medida reduz a desvantagem proporcionada pela falta de experiência prévia no mercado de trabalho, e contribui para a diversidade das companhias, já que amplia as oportunidades de jovens com deficiências. Segundo as informações analisadas, a taxa de probabilidade de inserção dos egressos do Programa Aprendiz Legal com deficiência é de 85%.

Leia mais: TRT-1 promove a palestra ‘Atendimento a pessoas em situação de rua’, na sexta
Por estabilidade gestacional, TRT-15 anula pedido de demissão de empregada
Novo curso da Enamatra vai tratar da História do Trabalho no Brasil

A aprendizagem profissional é prevista na legislação brasileira, pela Lei 10.097/2000. De acordo com a norma, as empresas de médio e grande portes devem destinar parte de seu quadro de empregados para a contratação de cidadãos entre 14 e 24 anos, na condição de aprendizes. O objetivo é promover a qualificação profissional dos jovens, aliada à permanência nas escolas.

No entanto, a análise expõe um grave subaproveitamento do potencial da aprendizagem no Brasil. Em 2021, apesar de a cota mínima ser de 916 mil aprendizes, havia apenas 460 mil jovens exercendo a função. Em sua carga máxima, a aprendizagem pode gerar cerca de três milhões de cargos no país.

O documento foi oficialmente lançado nesta quinta-feira (25), na sede do Ministério Público do Trabalho, em Brasília, com a presença da vice-presidente da Anamatra, Luciana Conforti; do procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos; da vice-procuradora-geral do Trabalho, Maria Aparecida Gugel; da coordenadora da Coordinfância (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente), Ana Maria Villa Real Ferreira Ramos; entre outras autoridades. Também participaram do evento o coordenador de Desenvolvimento Institucional da Fundação Roberto Marinho, Marcelo Bentes, e a gerente do Núcleo de Pesquisa e Avaliação da entidade, Rosalina Soares.

Clique aqui para ver os resultados da pesquisa na íntegra.

*Foto: Aprendiz Legal/Fundação Roberto Marinho
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.