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PF desarticula esquema de tráfico humano de imigrantes bolivianos

PF desarticula esquema de tráfico humano de imigrantes bolivianos
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (24) operação contra quadrilha acusada de traficar imigrantes bolivianos para trabalhar em fábricas clandestinas de roupas em São Paulo, Guarulhos (SP), Belo Horizonte, Ribeirão das Neves (MG) e Corumbá (MS). 

De acordo com as investigações, cerca de cem vítimas, algumas com menos de 18 anos de idade, foram aliciadas na Bolívia e trazidas ao Brasil para, sem saber, trabalhar em condições análogas à escravidão. A PF cumpriu 36 mandatos de busca e apreensão e 16 medidas cautelares de proibição de saída do país. 

Em agosto (19), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) lançou três protocolos de julgamento antidiscriminatórios, em Brasília. A presidente da AMATRA1, Daniela Muller, colaborou na elaboração do Protocolo para Atuação e Julgamento com Perspectiva de Enfrentamento do Trabalho Escravo Contemporâneo, que destaca a importância da Justiça do Trabalho na proteção da dignidade humana.  

Os protocolos visam promover julgamentos mais justos, considerando desigualdades estruturais e discriminações no ambiente de trabalho.

A operação policial teve apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Justiça suspendeu as atividades de 26 empresas suspeitas de ligação com o  esquema criminoso.

As investigações apontam que os imigrantes foram atraídos por promessas de emprego através de redes sociais e rádios online na Bolívia. A entrada no Brasil aconteceu por Corumbá, cidade fronteiriça no Mato Grosso do Sul. Posteriormente, os trabalhadores foram levados para fábricas em São Paulo, onde enfrentaram jornadas exaustivas e condições insalubres.

A PF e os demais órgãos envolvidos seguem investigando as atividades do grupo acusado pelo tráfico humano. As empresas envolvidas sofrerão sanções legais por manter os trabalhadores em condições degradantes. 

Com informações do G1 - Foto de capa: Divulgação/MPT.

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