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Anamatra atualiza composição da Comissão LGBTQIAPN+

Anamatra atualiza composição da Comissão LGBTQIAPN+

A Anamatra nomeou a nova composição da Comissão LGBTQIAPN+, formada por magistradas e magistrados de diferentes regiões do país, dirigentes da entidade e integrantes das comissões de Direitos Humanos e da Anamatra Mulheres. Além da renovação, o grupo traz que inclui reconduções e mudanças de representantes, tem como objetivo fortalecer a atuação institucional da Comissão no combate à discriminação e na promoção da diversidade no sistema de Justiça do Trabalho.

A nova formação mantém nomes que estiveram presentes na criação do colegiado em 2022, como Ronaldo Callado, agora na condição de diretor de Comunicação Social da Anamatra, e André Gustavo Bittencourt Villela, representante da Região Sudeste pela Comissão Nacional de Direitos Humanos. Ambos são ex-presidentes da AMATRA1 e participaram da primeira composição da comissão, oficializada em março daquele ano.

“Participar da comissão tem um sabor especial, pois me sinto lutando, também, por um propósito específico. A participação na comissão reacendeu em mim a vontade de estudar essas questões na academia e me fez voltar aos bancos universitários depois de muito tempo”, disse Callado, um dos fundadores da comissão.

Também afirmou que a comunicação institucional da entidade passará a ser usada também para pautas de interesse da comunidade LGBTQIAPN+, da qual muitos associados e associadas fazem parte. Segundo ele, uma das estratégias é tratar o tema internamente, buscando coibir práticas de lgbtfobia dentro da própria Justiça do Trabalho, e promover a representatividade dos colegas LGBTQIAPN+ perante o público externo.

Além dos ex-presidentes da Amatra1, a nova comissão conta com outros cinco integrantes da formação original: Renata Nóbrega Santos, da Comissão Nacional de Direitos Humanos; André Machado Cavalcanti, Armando Luiz Zilli, Otávio Bruno da Silva Ferreira e Plínio Gevezier Podolan, também de Amatras. Foram incorporadas duas novas integrantes: pela Anamatra, Roberta de Oliveira Santos, diretora de Cidadania e Direitos Humanos da entidade, e Patrícia Pereira de Sant’Anna, diretora de Prerrogativas, pela Comissão Anamatra Mulheres.

A Comissão, desde sua criação, desenvolve ações voltadas à visibilidade das pautas LGBTQIAPN+ dentro e fora do Judiciário trabalhista. Um dos focos é alertar a magistratura e as administrações dos tribunais para a existência de magistrados e magistradas LGBTQIAPN+, além de propor medidas que garantam condições equitativas de trabalho e respeito à dignidade de todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.

Callado destacou ainda que, em um ambiente historicamente conservador como o da magistratura, a simples existência da comissão representa uma mudança significativa. “Houve alguma evolução social, ainda que a passos lentos. Não podemos deixar de lutar para que tudo o que foi conquistado retroceda”, afirmou.

A Comissão LGBTQIAPN+ foi criada com a proposta de enfrentar a exclusão e a violência que atingem essa população, tanto na sociedade quanto em instituições públicas. Suas atividades envolvem a publicação de materiais informativos, como cartilhas de letramento inicial sobre diversidade sexual, identidade de gênero e jurisprudência, além da articulação de campanhas de conscientização e enfrentamento ao preconceito.

A composição é deliberadamente interseccional, reunindo integrantes de outras frentes da entidade, como as comissões de Direitos Humanos e Anamatra Mulheres, e busca assegurar que a Justiça do Trabalho atue de forma comprometida com os direitos sociais e humanos da população LGBTQIAPN+.

Com informações e foto da Anamatra

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